domingo, 18 de dezembro de 2011

Fim de Nada




Talvez eu quis cansar, para não casar...
Cansei de todo esse mistério que nos rodeia
Dessa índole que não arrisca
De palavras indefesas
De fracas defesas

De encontrar o culpado em uma história de um personagem
Passagem para qualquer viagem

Muito do nada à deriva
À deriva em um mar de poucas ideias
Odiando ter um chá-de-panela

Agarrei o céu com os olhos
Onde estão as virtudes que honrei?
Velhos títulos como reis...
Em minha mente tendo tronos
Na trama...
Fazendo-me tola

Esse lugar já fugiu de mim
Esse tempo já se esqueceu de um final feliz
Talvez eu espere mais da dúvida
do que não ter reação para tantas respostas
E achar que estarei sempre devota de tantas tramóias

Olhos abaixados,
Veem-me quando eu já nem mais quem sou
Surrupio, entreveio o escondido
Um pecado doce
Diretrizes para meu bem querer
Notas não são suficientes
Eloquentes...
Omitindo e emitindo fatos
Imitando velhos fardos
Desvanecer e resguardar o tempo
Srª letargia, desculpe-me por entorpecer-me
Só quero arquivar sentimentos
Confundir os cheiros
Aroma mais belo já foi vício
E vício que já era, mascarava a doença
Então...
Adoecia coração

Ele é meu pecado
a causa da omissão de certos fatos
Adorável fardo

(Suzy M. Hekamiah)

2 comentários:

Herlene Santos disse...

Adorei :) Tão lindo!

Café de Fita disse...

capture o céu com os olhos, pesque-o, fisgue-o, coloque dentro de uma caixa! o céu não tá ai para ser visto mas sim enclausurado!

Tiago Guillen colaborador do
http://cafedefita.blogspot.com/